Sindicatos de hotéis, bares e restaurantes protestam contra a decisão da Justiça de suspender a retomada das atividades prevista para quinta (25)

Donos de academias, outro setor forte mente atingido, também participou da manifestação; o GDF recorreu da decisão e aguarde que instâncias superiores liberem essas atividades ainda esta semana

Por Cláudio Ulhoa

O impasse sobre a reabertura de segmentos comerciais como bares, restaurantes, academias e afins no Distrito Federal teve nesta manhã, 23, mais uma novidade, que foi o protesto realizado por sindicatos patronais desses segmentos, em frente ao Palácio do Buriti. De início o protesto estava marcado para acontecer na Praça dos Tribunais, no Setor de Autarquias Sul, mas a Polícia Militar proibiu o ato alegando que os organizadores não estavam autorizados. Em frente ao Palácio reuniram-se cerca de 200 pessoas, além de 30 carros com som automotivo.
O intuído de protestar nas Praças dos Tribunais era para chamar atenção da Justiça Federal, que por meio de decisão da juíza federal, Katia Balbino Ferreira, titular da 3ª Vara Cível, que proibiu o Governo do Distrito Federal (GDF) local de flexibilizar as medidas de distanciamento social por causa da covid-19.

A previsão do GDF era de retomar as atividades de bares e restaurantes nesta quinta-feira (25) ou no dia 1º de julho, mas com a decisão judicial, o cronograma foi suspenso. O governo já recorreu da decisão, mas Justiça ainda não se manifestou.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) chegou a criticar a decisão da Justiça, ao dizer que sua autonomia de governar estava sendo comprometida. “6). “O que ela está fazendo é uma interferência indevida no meu legítimo direito de governar”, disse. Ontem (22) o GDF apresentou uma série de medidas de segurança que estão sendo aplicadas pelo poder público como forma de garantir a segurança das pessoas no momento desta retomada.

Na manifestação de hoje os comerciantes de diversos segmentos que ainda estão proibidos de funcionar no DF, protestaram para que a reabertura aconteça de forma imediata. É o que explicou o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar), Jael Antônio da Silva, em entrevista durante o ato, que também defendeu a opinião de que cabe ao governo local decidir se abre ou não o comércio.

“O objetivo é protestar contra a decisão da Justiça. Nós já estávamos negociados para abrir agora no dia 25, mais tarde 1° de julho. Nós queremos que a decisão de abrir ou fechar seja do governador”, disse o sindicalista.

O comércio voltado ao esporte e a atividades físicas também estão entres os setores produtivos que não estão podendo funcionar desde março. Os meses parados tem colocado a situação deste segmento também em dificuldades.

“As academias não vão abrir como eram antes, mas seguindo rigidamente esses protocolos. É um absurdo. O que a juíza está fazendo não é justo, porque ela não ouviu as categorias. Por isso a medida deve ser tomada pelo Executivo”, Lúcio Rogério Gomes, dono de academia esportiva que também participou do ato.

A juíza mencionada por Gomes é a titular da 3ª Vara Cível da Justiça Federal, autora das decisões que tem impedido o GDF de retomar com as atividades comerciais.

Fonte Blog do Ulhoa

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