Secretários de Saúde do DF e Goiás avaliam a implantação de estratégias para o enfrentamento da covid-19

DF e Goiás estudam novo fluxo regulatório de pacientes

Entre os assuntos discutidos está a elaboração de um fluxo de pessoas para regular o número de pacientes de Goiás nas UTIs do DF, a fim de evitar a superlotação dos leitos

Por Cláudio Ulhoa

Em meio à situação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública do Distrito Federal, que tem sido ocupado por moradores da região do Entorno, principalmente das cidades vizinhas às regiões administrativas de Gama e Santa Maria, que, acamados em razão da covid-19, são enviados para os hospitais do DF.

Para não comprometer a taxa de ocupação das UTIs da rede de saúde da capital federal, o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, se reuniu com o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino para estabelecer um fluxo para regular a entrada de pacientes na rede pública do DF e também traçar estratégias de combate à covid-19.

“O Distrito Federal já recepciona esses pacientes do entorno, só que muitas vezes temos dificuldades de referenciá-los para as unidades de Goiás. Então, sendo reconhecido este novo fluxo regulatório, esses pacientes também poderão ser contra referenciados pelo estado de Goiás”, salientou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde do DF, Petrus Sanchez, que também para participou da reunião.

Encontro discutiu o tema e será preparado projeto-piloto que começará com os pacientes da Covid-19

Do outro lado, o secretário de Saúde de Goiás, disse que entende o fato de que o DF tenha sua própria política em relação ao enfrentamento da doença, porém, conforme ele ressaltou, como se trata de uma situação atípica e de interesse coletivo, são necessários que as unidades se unam em prol de um consenso.

“Em um cenário de dificuldade a gente entende que esse diálogo é absolutamente necessário, não só no que tange ao enfrentamento à pandemia, com ações coordenadas, mas, também, da organização da rede de urgência, emergência e fluxos ordenados”, explicou Ismael Alexandrino.

A reunião foi convocada após a taxa de ocupação para UTI em hospitais públicos e privados do Goiás chegarem a 71,13%. No DF, o índice está em 92,12%. No Hospital de Samambaia, todos os leitos reservados para atender pacientes com o novo coronavírus estão ocupados.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista, membro da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno – ABBP

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