Secretário de Saúde do DF, OsneiOkumoto, diz que sistema público está preparado para enfrentar uma possível 2ª onda de covid-19

“Tomaremos a iniciativa de fazer aquisições das vacinas”, diz OsneiOkumoto

O secretário também afirmou que a infraestrutura hospitalar da rede pública está equipada e taxa de ocupação dos leitos de UTI, no momento, é baixa; Okumoto garantiu também que o GDF estuda, caso necessário, a compra de vacina contra à covid-19

Por Redação

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, nesta quinta-feira (19), o secretário de Saúde do Distrito Federal, OsneiOkumoto disse que a capital tem condições de enfrentar uma possível segunda onda da covid-19 e afirmou que o GDF pode investir na imunização da população caso o governo federal não venha fazê-lo. O secretário destacou ainda que a Secretaria de Saúde está com o estoque de testes para quem estiver com sintomas.

Nesta quarta-feira (18), em almoço com representantes do empresariado do DF, o governador Ibaneis Rocha (MDB) garantiu que o governo está “preparado” para enfrentar uma possível segunda onda de covid-19. Segundo Ibaneis, a ideia é vacinar a população antes da chegada do inverno, mas caso não seja possível, o governo atuará de forma preventiva. “Rezamos muito para que a vacina chegue, de onde quer que ela venha, seja da Rússia, dos Estados Unidos, ou da própria China, onde surgiu o vírus. Mas, nós estamos preparados para uma segunda onda caso ela venha, e nós tratamos desse assunto semanalmente com o secretário da Saúde, o Osnei [Okumoto], exatamente para ficarmos prontos”, disse o mandatário.

Agora, na entrevista de ontem, Okumoto reafirmou a fala do governador e complementou que o governo também trabalha em uma pesquisa epidemiológica para avaliar a quantidade de pessoas que tiveram contato com o vírus. “Fica muito fácil quando a gente tem essa pesquisa realizada. Por outro lado, nós trabalhamos com o Ministério da Saúde, conseguimos testes rápidos junto à Fiocruz. Disponibilizaremos 150 mil testes nas 172 unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal”, explica o secretário.

Ações

O fato do governo já ter tido experiência no enfrentamento da doença, possibilita que a Secretaria de Saúde atue de forma racional atendendo assim quem realmente está com sintomas da doença. “Então, todas as pessoas que tiverem sintomatologia ou tiveram contato com alguém que tem a covid-19 poderão realizar os seus exames. Quando esses testes derem positivos, nós monitoraremos esses pacientes para verificar se eles necessitam de internação”, garante Okumoto.

Ao CB.Poder, secretário de Saúde garantiu que a capital tem condições de enfrentar uma possível segunda onda da covid-19 e afirmou que o GDF pode investir na imunização da população

Para realizar todo esse processo de atendimento, o secretário diz contar com uma infraestrutura bem diferente da existente nos primeiros meses da pandemia neste ano. Segundo Okumoto, os investimentos que o governo fez na ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na construção de hospitais de campanha, devem dar uma segurança maior para lidar com um possível aumento de casos no próximo ano.

“Hoje, nós temos, no GDF, 407 leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) e 311 leitos de enfermaria, todos disponíveis para atender pacientes com covid-19. O que a gente tem, nesse momento, na Sala de Situação, é que 45% desses leitos estão ocupados. Então, estamos em uma situação confortável”, salienta o secretário.

Ainda sobre a segunda onda, que já começa a aparecer nos países do continente europeu, Okumoto lembra que a doença costuma se manifestar com mais intensidade no outono e no inverno, o que daria ao Brasil, um tempo maior para se preparar para o próximo período. “Mesmo assim, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no final do mês de outubro, reuniu a equipe e elaboramos dois métodos diferentes para iniciar o combate a uma segunda onda.”

Por fim, Okumoto disse que confia no lançamento, para breve, de uma vacina contra a covid-19. O secretário ressaltou ainda que o GDF já trabalha com a ideia de comprar, por conta própria, a vacina, caso isso não seja feito pelo Ministério da Saúde. “Caso haja necessidade da população do GDF ter uma vacina disponível, tomaremos a iniciativa de fazer aquisições das vacinas. Mas, isso, caso haja uma possibilidade muito remota, de não estar disponível para nós”, disse.

Fonte News Black

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