Secretário de Educação do DF diz que aulas nas escolas públicas irão retomar de forma online na segunda (8)

‘Do ponto de vista pedagógico, estamos maduros para as aulas remotas’

Leandro Cruz falou, em entrevista, que as aulas permanecerão nesse formato em razão da pandemia de covid-19; ‘É a mesma coisa que se houvesse o contato presencial? Óbvio que não, mas há aprendizagem’

Por Cláudio Ulhoa

Em entrevista à agência de notícias do Governo do Distrito Federal, o secretário de Educação, Leandro Cruz, disse todo planejamento para volta às aulas, neste primeiro semestre, já está pronto, começa na segunda-feira (8). De acordo com Cruz, as aulas vão acontecer no mesmo formato de 2020, ou seja, através do ensino à distância. O governo investiu R$ 46,8 milhões em pacotes de dados de internet para dar acesso aos professores e estudantes, e também liberou R$ 18,3 milhões para custear o programa Cartão Material Escolar.

Para o secretário, retomar as aulas agora, seria colocar em risco, não só a comunidade escolar, mas toda uma cadeia de pessoas, que envolvem familiares e coloca em movimento, 550 mil pessoas, que passam a usar transporte público, se alimentar, e transitar normalmente pelas ruas.

“Em outras palavras: é acelerar a pandemia, fazendo com que o vírus circule mais rápido, infectando mais pessoas. Não estou falando só dos professores, assistentes, auxiliares, merendeiras e alunos. Estou falando dos pais e avós, das redes de contato familiar, dos vizinhos. Então, é um assunto de saúde coletiva. As pessoas estão pensando em seu caso particular”, ressalta Leandro Cruz.

Por esta razão, o secretário esclareceu que a decisão da Secretaria, e que foi discutida, na última semana, por mais de 35 mil professores efetivos e mais os 10 mil professores temporários, durante o Encontro Pedagógico, é a de manter as aulas através da plataforma Google Sala de Aula – Escola em Casa DF, como foi feito em 2020.

“A meu ver, ele funcionou a contento, dentro de um ambiente de incerteza como é o da pandemia. Lá, professor e estudante conseguem interagir com abordagem de conteúdos, atividades, exercícios, resolução de dúvidas”, diz o secretário.“É a mesma coisa que se houvesse o contato presencial? Óbvio que não, mas há aprendizagem, e é isso que devemos buscar”, ressalta o titular.

Secretário de Educação faz balanço do ano letivo de 2020 e apresenta novidades para o retorno dos estudos on-line

Mesmo as aulas ocorrendo de forma on-line, é preciso que o aluno vá até uma unidade de ensino buscar seus livros didáticos. Àqueles que por algum motivo têm dificuldades em acessar as escolas, em razão da falta de transporte escolar, os livros serão enviados aos estudantes.

“Neste ano, como estamos num período muito difícil da pandemia, onde for preciso, nós orientamos as coordenações regionais e as escolas a contratarem motoboys para entregar o material impresso na casa do estudante. Ele não deve ser chamado presencialmente à escola ou à coordenação regional de ensino para pegar o material”, ressalta Leandro Cruz.

Para os estudantes de baixa renda, que fazem nas escolas algumas de suas refeições diárias, a Secretaria trabalha com o Cartão Alimentação e o Cartão Alimentação Creche. Nos dois casos, as famílias recebem dinheiro para comprar comida, já que seus filhos ficam sem a merenda escolar. “Foram 106 mil famílias beneficiadas pelo Cartão Alimentação – todas inscritas no Bolsa Família – e mais 23 mil famílias beneficiadas pelo Cartão Creche. Só aí, aplicamos mais de R$ 123 milhões”, diz o secretário.“A nossa expectativa é manter o modelo enquanto não acontecer a volta das aulas presenciais.”

Para tirar dúvidas e obter mais informações, ligue para a Ouvidoria da Secretaria de Educação, no 156, ou acesse o site www.educacao.df.gov.br.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista, membro da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno – ABBP

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui