Programas sociais do GDF destinados a famílias de baixa renda injetam R$ 75 milhões na economia local

Os benefícios ganharam força durante a pandemia e deram sobrevida aos negócios dos micro e pequenos empresários do DF

Os dados são da Secretaria de Economia e foram divulgados hoje pelo governo; pasta de Empreendedorismo acredita na retomada do consumo e do emprego por investimento público

Por Redação

Nesta semana o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou que deve investir nos próximos meses cerca de R$ 300 milhões em execução de obras de infraestrutura urbana para não só melhorar a qualidade de vida da população como também gerar em média, direta e indiretamente, 20 mil empregos. O governador Ibaneis Rocha (MDB), inúmeras vezes se posicionou a favor do investimento público para retomar a economia que está sendo afetada pela recessão provocada pela pandemia de covid-19.

Agora, em recente levantamento e divulgado pela assessoria de comunicação do governo, vê que o investimento público através de repasse de dinheiro através de projetos sociais para famílias de baixa renda está contribuindo para o desenvolvimento da economia agora pandêmico. De acordo com dados da Secretaria de Economia de DF, já foram injetados na economia, via projeto social, cerca de R$ 75 milhões.

“O GDF viu que era preciso permitir à população a manutenção de suas necessidades básicas, como a compra de alimentos e remédios”, esclarece o secretário de Economia, André Clemente. Esse repasse foi feito através de quatro programas basicamente: Cartão Prato Cheio; Renda Emergencial; Bolsa Alimentação; e Bolsa Alimentação Creche.

Houve ainda o programa Mobilidade Cidadã, que vai destinar R$ 4,3 milhões a cerca de 1,8 mil donos de ônibus e micro-ônibus ou outros veículos do transporte coletivo escolar e de turismo que prestam serviço ao governo.

Todo o repasse desse dinheiro foi feito através do Banco de Brasília (BrB). Em alguns programas, o beneficiário pode fazer saques nos caixas eletrônicos do BrB, e outros o benefício é condicionado à compra de produtos em supermercados e padarias. Ao todo, 130 mil cartões foram distribuídos.

Desenvolvimento social

Para muitos economistas, uma das formas de sair da crise econômica que se instala não só no DF e nos Estados brasileiros, mas também em diversos países do mundo, é colocar dinheiro na mão da população para que assim as pessoas passem a consumir por conseguinte, as empresas passem a produzir e contratar mais mão de obra. Com isso, faríamos, pensam os economistas, a economia girar.

GDF deve manter programas como forma de retomar o desenvolvimento econômico no período pós-pandemia

A secretária de Empreendedorismo do DF, Fabiana di Lúcia, diz que a retomada do desenvolvimento econômico – poder de consumo e oferta de trabalho – deve acontecer, em grande parte, através de investimento público. “Vamos gerar emprego e renda para que possamos voltar a crescer, e esse é um setor que pode responder rapidamente à retomada econômica. Por isso, o governador determinou a desburocratização e simplificação na aprovação de projetos.”

Veja abaixo os programas e quem se enquadra para recebê-los:

Cartão Prato Cheio

Auxílio destinado a famílias que já solicitaram a cesta de alimentos em alguma unidade de assistência social, como Cras e Creas. Têm direito ao benefício famílias de baixa renda –  com renda familiar igual ou inferior a meio salário mínimo (R$ 522,50).

Renda Emergencial

Têm direito ao benefício as famílias de baixa renda –  com renda familiar igual ou inferior a meio salário mínimo (R$ 522,50). O beneficiário não pode estar inscrito em nenhum outro programa de transferência de renda, como o Bolsa Família, DF sem Miséria, Bolsa Alfa, BPC ou o Auxílio Emergencial do governo federal.

Bolsa Alimentação

O programa é destinado a famílias beneficiárias do Cartão Material Escolar (CME), elaborado para estudantes devidamente matriculados na rede pública de ensino do DFcujas famílias façam parte do Programa Bolsa Família.

Bolsa Alimentação Creche 

O programa é destinado a famílias de todas as crianças de zero a 5 anos atendidas nas creches e instituições parceiras da rede pública de ensino do DF.

Fonte Blog do Ulhoa

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