Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, fala sobre os serviços exclusivos do banco para este período de pandemia

Paulo Henrique Costa avalia impacto da crise e dá dicas para empreendedores

O Supera-DF atendeu a 6.993 empresas, das quais 5.387 demandaram crédito e resolveram avançar nos negócios, sendo que 3.844 dessas empresas foram atendidas de imediato; os segmentos que mais solicitaram empréstimos foi o da construção civil e de comércio e serviços

Por Redação

Em entrevista exclusiva ao portal Metrópoles, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, falou sobre os serviços que tem sido oferecido pela instituição neste momento de pandemia da covid-19. Com a paralisação das atividades comerciais e sociais em razão do isolamento social, a economia brasileira e mundial sofreu forte impacto econômico, o que, no Brasil, por exemplo, pode levar a uma queda de até 7% do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Assim, o BRB, em sintonia com o Governo do Distrito Federal (GDF), colocou à disposição do empresariado local diversos serviços para ajudar a categoria a passar por esse momento de estagnação da economia.

Logo no início da entrevista, Costa explica que é preciso, antes de tomar qualquer tipo de empréstimo bancário, que o empresário entenda a natureza do seu negócio. De acordo com o presidente, é importante saber qual era a receita antes da pandemia e quais foram os verdadeiros motivos que levaram ele a solicitar tal recurso.

“O principal cuidado é procurar entender qual é o tipo e o custo do empréstimo e, principalmente, ter uma visão clara de como o negócio estará, ou como pretende que esteja, na retomada da economia, de maneira que o valor e o prazo sejam compatíveis com o retorno do negócio”, explica o presidente do BRB.

Somente entre março e junho deste ano, o programa Supera-DF, lançado pelo BRB exclusivamente para atender seus clientes no momento da pandemia, recebeu 6.993 solicitações de empresas. Desse total, 5.387 buscavam algum tipo de crédito, sendo que 3.844 empresas foram beneficiadas. O Supera-DF já aprovou em crédito e repactuações de operações de crédito (quando o cliente pede para o empréstimo ser paralisado), cerca de R$ 2,793 bilhões.

“Os valores solicitados foram, em média, de R$ 452 mil. Esse número varia muito quando a gente olha o tamanho da empresa. Então, no caso das pequenas empresas, o valor solicitado foi, em média, de R$ 208 mil. A média das microempresas chegou em R$ 57 mil. Nas grandes empresas, a média do empréstimo ficou em R$ 5,6 milhões”, detalhou Costa.

O Supera-DF foi prorrogado até dia 30 de setembro deste ano.

Quem pode pedir empréstimo?

Qualquer segmento comercial, desde que corresponda às exigências do banco, pode efetuar a solicitação de empréstimos. Atualmente, Costa explica que os ramos que mais tem procurado os serviços do BRB são o da construção civil e de comércio e serviços. Segundo o presidente, a construção civil é o fato de que o setor não foi afetado com a pandemia e, com isso, as pessoas viram se trata de um bom momento para buscar um imóvel maior e melhor.

“E o setor de comércio e serviços, principalmente, em função do impacto da pandemia, da diminuição do consumo e da não realização dos eventos em função do isolamento social”, destaca Paulo Henrique Costa.

Os juros, em razão do momento, também são diferenciados, se comparados com épocas anteriores. Exemplo são as taxas de juros a partir de 0,80% para capital de giro e 0,92% para produtos de investimento. De acordo com o Costa, a maioria dos empresários tomou esses créditos em outros momentos com taxas mais altas. “Nós aproveitamos a redução da taxa Selic e o nosso próprio papel de banco público para oferecer taxas bastante competitivas e, em sua grande maioria, melhores do que a concorrência.”

Como pedir empréstimo?

O conselho que o presidente do BRB dá ao quem for pedir empréstimo é, primeiro, saber se a empresa terá condição de gerar renda no período pós-pandemia. Parece óbvio, mas Costa explica que isso é fundamental, ou seja, o empresário precisa fazer uma análise da situação real do seu negócio até mesmo para demandar somente aquilo que realmente sua empresa precise.

“O que o empreendedor tem que ter em mente é a capacidade de pagamento dele, ou seja, se o tamanho do empréstimo e o prazo da parcela que vai pagar cabem dentro do perfil do seu negócio. Ele tem que imaginar o negócio antes da pandemia, lembrar desses números, pegar demonstrações contábeis e contar como isso vai ficar depois”, diz o presidente do BRB.

O Supera-DF foi prorrogado até dia 30 de setembro deste ano; o programa já concedeu R$ 2,793 bilhões em linhas de crédito

O próprio banco faz essa análise junto ao histórico do cliente já existente no banco. Depois é preciso saber qual a principal necessidade do empréstimo. Na opinião de Costa, cada empresário antes de solicitar o empréstimo precisa analisar seu estoque, a característica do seu negócio, o tempo esperado para a retomada e usar esse recurso emprestado de uma maneira adequada, considerando toda a fundamentação legal e as possibilidades que existem.

“A gente entende que todo mundo sofreu em função da pandemia. Se era um bom pagador antes, é natural que, em uma situação como essa, também venha a enfrentar dificuldades. Então, nós estamos tomando nossa decisão de crédito com base nesses parâmetros anteriores e entendendo o momento atual”, explica Costa.

A respeito do Plano de Negócio, que geralmente é pedido pelos bancos na hora de conceder empréstimos, Paulo Henrique Costa diz que é necessário, e precisa contemplar a projeção do volume de venda de produtos ou serviços que aquela empresa negocia, a estimativa de valores desses produtos e serviços, fazendo, assim, uma projeção das receitas, e também precisam considerar todas as despesas que vão incluir no pedido, inclusive, com empréstimos assumidos anteriormente e os novos.

“É importante entender o seu negócio não só com base na experiência anterior, mas como a pandemia mudou a natureza do comércio. Quando a gente fala no ramo de restaurante, a participação da entrega a domicílio vai continuar sendo relevante no cenário de retomada”, pondera.

Nas linhas de crédito concedidas há destinação de recursos também para crédito agrícola, investimento, aquisição de equipamentos e contratação de mão de obra.

Conheça mais sobre o BRB acessando a página oficial do banco na internet.

Fonte Blog do Ulhoa

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