Pesquisa mostra presidente Bolsonaro com 37% de aprovação; é a melhor desde o início do governo

Aprovação de Bolsonaro sobe para 37%, a melhor do mandato, e reprovação cai para 34%

A reprovação do governo também caiu; se em junho era de 44%, agora em agosto ela ficou em 34%; diretor da pesquisa acredita que a alta na aprovação está condicionada a liberação do auxílio emergencial

Por Redação

A pesquisa do DataFolha, uma das mais respeitadas no país, que foi divulgada hoje, 14, pelo jornal Folha de S. Paulo, traz o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com 37% de ótimo e bom. Essa avaliação – que ouviu entre os dias 11 e 12 de agosto, 2.065 brasileiros, que possuem telefone celular, em todos os Estados – é a primeira que mostra o presidente melhor avaliado desde o início de seu governo.

Outra constatação positiva com relação à pesquisa foi sobre o número de pessoas que consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo. Esse percentual foi de 34%, ou seja, houve queda, já que a mesma pesquisa, realizada entre 23 e 24 de junho, mostrava que nesse grupo a reprovação chegava a 44%.

As pessoas que classificaram o governo como regular foram 27% e as que não souberam ou não quiseram responder foi de 1%.

Lembrando que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na opinião de Mauro Paulino, diretor-geral do DataFolha, um dos fatores que contribui para o aumento da aprovação do governo, justamente no momento em que o país ultrapassou os 100 mil mortos por covid-19, foi a liberação do auxílio emergencial que beneficia mais de 60 milhões de brasileiros.

“Com a economia em crise, o auxílio emergencial torna-se necessidade básica para os mais pobres. Diretamente identificado [o auxílio] como um feito do governo Bolsonaro, pode virar marca negativa quando o valor diminuir ou deixar de existir”, explicou Paulino.

Sobre a consistência do apoio ao governo, o diretor-geral do DataFolha avalia que da mesma forma que houve um apoio espontâneo, pode também haver uma fuga desse percentual, caso o governo acabe com o auxílio emergencial, conforme já foi previsto pelo próprio presidente que disse que o país não aguenta ficar pagando R$ 600.

Na opinião de Paulino, o presidente se encontra no seguinte dilema: “Qualquer mudança de humor nessa faixa de renda mais baixa tem forte reflexo na avaliação presidencial pelo peso relativo que possui. Hoje, mais da metade dos brasileiros têm renda familiar mensal abaixo de dois salários mínimos”, completou.

Escola militar

O presidente Bolsonaro participou nesta manhã de sexta-feira da inauguração da Escola Municipal Cívico-Militar General Abreu, em Rocha, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. A escola é uma das bandeiras defendida pelo próprio presidente e será a primeira nesses moldes – cívico-militar – na região. A escola terá capacidade para atender cerca de 560 alunos, do 6º ao 9º ano. A unidade contam com espaço para aulas de robótica, iniciação científica, artes e projetos esportivos.

Bolsonaro inaugura escola cívico-militar no Rio

O presidente falou de outros Estados, como Goiás e Amazonas, que também foram beneficiados com escolas militares durante o governo. E lembrou que a ideia do Ministério da Educação sob sua gestão é a de popularizar esse tipo de iniciativa. “É uma maneira de nós mostrarmos que queremos realmente resgatar o pobre, que não é apenas através de projeto social, que em grande parte não resgata, é dando-lhes o devido conhecimento”, destacou Bolsonaro.

O nome da escola inaugurada nesta sexta-feira homenageia general José Abreu, da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, que morreu em junho deste ano.

Ano passado o governo lançou o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares para desenvolver melhorias na qualidade do ensino na educação básica.A meta é implementar o modelo em 216 escolas em todos as unidades da federação até 2023. A adesão dos estados e municípios ao programa é voluntária.

Fonte Blog do Ulhoa

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