Isolamento social começa a cair no DF, aponta levantamento

Em relação à adoção de medidas preventivas contra o novo coronavírus, a capital federal estaria atrás de Piauí, do Rio Grande do Sul e do Amapá; no Brasil, 1.124 pessoas já morreram de Covid-19 e 21 mil estão infectadas

Por Cláudio Ulhoa

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) não está mais entre os governadores brasileiros que mais adotaram medidas preventivas em relação ao isolamento e o distanciamento social neste período de pandemia no novo coronavírus. O DF, que as últimas atualizações mostram com 600 casos confirmados e 14 mortes por Covid-19, já a primeira unidade de Federação a suspender as aulas e eventos públicos que precisassem de autorização do governo. Depois, houve decretos proibindo a abertura de comércios de itens não básicos, de pontos turísticos e encontros religiosos, bancos e feiras.

Mas tudo começa a se perder, conforme levantamento feito por uma empresa de software e publicado pela imprensa local. De acordo com os dados obtidos, desde a última quinta-feira, passando de 56,47% para 62,5%. Agora, o DF fica atrás do Piauí (63,9%), do Rio Grande do Sul (62,8%) e do Amapá (62,7%).

Para a maioria dos especialistas o isolamento social é uma forma de controlar os índices de contaminação e mortes por covid-19. Para o médico e vice-presidente da Sociedade de Infectologia do DF, Alexandre Cunha, o isolamento é importante porque previne contra um possível pico da doença, uma vez que não há testes da doença para toda a população. “A única medida que temos é o isolamento social. Não há vacinas ou remédios. Precisamos de testagem mais ampla da situação, para que os epidemiologistas possam calcular quando será o pico e a porcentagem da população que está imunizada. Agora, parece cedo para grandes flexibilizações”, lembra Cunha.

A Secretaria de Saúde do DF estima que a maior incidência da doença acontecerá na segunda quinzena deste mês.

Nacional

A discussão sobre o isolamento social tem divido até mesmo o governo federal, que tem na pessoa do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, um defensor ferrenho da medida, enquanto seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defende o relaxamento das regras de isolamento social. Ontem (12), durante abertura de uma videoconferência com representantes católicos e evangélicos com o objetivo de celebrar a Páscoa, o presidente pediu para que a pandemia seja enfrentada pelos poderes públicos e pela sociedade com “liberdade”.

“Precisamos cada vez mais de liberdade. O país precisa ser informado do que realmente está acontecendo. E não através do pânico, mas através de mensagens de paz, de conforto, [para] cada um se preparar para a realidade”, disse.

Em seguida, Bolsonaro comentou sobre o momento atual enfrentado em todo o mundo por consequência da pandemia do novo coronavírus. “Vivemos um momento difícil. Sabemos quem pode nos curar [nesse momento, Bolsonaro aponta para cima]. Deus sempre acima de tudo. Nós aqui na Terra temos que fazer a nossa parte”, destacou o presidente.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil já morreram 1.124 pessoas. Quase 21 mil pessoas estão infectadas.

Isenção na conta de luz

Uma Medida Provisória editada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) permitirá que consumidores de baixa renda e que não estejam cadastrados na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que consuma em média 220 kWh/mês, fiquem isentos do pagamento de suas contas de energia, a medida começou a valer em 1 de abril e segue até 30 de junho. Quem ultrapassar o consumo estabelecido pagará a diferença.

A isenção só será aplicada com relação ao pagamento de energia, outras tarifas, como impostos, taxas de iluminação e etc, ainda continuam sendo cobradas. Por isso, mesmo isento do pagamento, as contas ainda serão emitidas e entregues aos consumidores.

A CEB tem 9.052 clientes cadastrados na base de Baixa Renda. Para aqueles que ainda não estão inscritos, neste primeiro momento a solicitação será feita por e-mail e as informações estarão disponíveis no site da Companhia, que pode ser acessado aqui.

Já os clientes já cadastrados como Baixa Renda e que já tiveram suas leituras realizadas não precisam se preocupar, pois, será gerado o crédito na próxima fatura.

Fonte Blog do Ulhoa

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