Governo estuda prorrogar auxílio emergencial até dezembro

Governo deve usar de medida provisória para prorrogar auxílio emergencial até dezembro, mas valor não deve ser R$ 600

A ideia é fazer com que se pague mais uma parcela de R$ 600 e o restante seriam parcelas de R$ 300; levantamento mostra que, para a população mais pobre do país, usou o auxílio emergencial representa quase toda renda de uma família

Por Redação

O governo federal começou a pagar a quinta e última parcela do auxílio emergencial de R$ 600 e já estuda uma forma de prorrogar o benefício até o final do ano. Para isso, o valor deve ficar abaixo de R$ 600, mas ainda deve haver uma última parcela nesse valor. A proposta do governo seria de criar uma medida provisória (MP) – que tem efeito imediato – que permitisse esse repasse até o final do ano no valor de R$ 300.

Com a pandemia e a estagnação da economia nacional e mundial, o governo foi preciso intervir. Como essa não era uma proposta do governo de Jair Bolsonaro, que se elegeu com a campanha de corte e justes nos gastos públicos, a ideia agora é fazer com que esse repasse não atrapalhe as metas das políticas públicas do governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que não há dinheiro para pagar R$ 600 todo mês, uma vez que o auxílio chega a custar mais de R$ 50 bilhões por mês.

Estimasse que mais de 65 milhões de pessoas entraram no auxílio emergencial. Como há dentro do programa os também beneficiários do programa Bolsa Família, o governo quer criar outro programa, chamado de Renda Brasil, par substituir o Bolsa Família, que hoje pagar R$ pouco mais de R$ 170, para passar a pagar R$ 250. Mas até o momento o governo não apresentou o novo programa, que precisará ser aprovado pelo Congresso.

No Legislativo, especula-se que o Senado é a favor de pagar os R$ 600 por mais um tempo. Já a Câmara, com exceção da oposição, não pensa assim. O presidente dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista, disse que o país não pode se dar o direito de gastar mais do que tem. “O parlamento tem responsabilidade. A gente sabe que a manutenção dos R$ 600 é muito difícil. A criação das condições para ter uma renda básica maior, atingindo pessoas acima do Bolsa Família, vai ter um custo extra dentro do teto de gastos.”

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse à imprensa, nesta terça-feira (18), que o governo está empenhado em elaborar uma proposta que trata dos benefícios concedidos durante a pandemia. “O governo sabe que não pode fazer uma interrupção abrupta do auxílio, pois ainda, estamos com a economia impactada pela pandemia. Obviamente existem sugestões, propostas que vão surgir, mas não há ainda uma posição de governo”, explicou Barros.

Ele não descartou a possibilidade do governo prorrogar o auxílio emergencial, mas com valor menor.

Os mais pobres

Segundo levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o auxílio emergencial de R$ 600 representa quase toda renda de uma família que esteja em situação de pobreza no Brasil. De acordo com a FGV, entre os 21 milhões que representam os mais pobres no país, o auxílio representa quase toda renda.

Auxílio de R$ 600 é quase toda da renda da população mais pobre

“Quando o auxílio acabar, eles vão voltar a receber apenas o Bolsa Família. Não vejo como aumentar o orçamento do Bolsa Família para o Renda Brasil. É triste, não será possível minimizar a perda da renda”, afirma Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) e responsável pelo levantamento.

Na prática, o governo já percebeu essa realidade, tanto que a aprovação do governo subiu entre as classes mais baixas na última pesquisa divulgada pelo Datafolha, onde o presidente Bolsonaro aparecia com 37% de aprovação.

“O auxílio foi muito eficiente. Em alguns países, há situações de caos político. No contexto brasileiro, a pandemia foi péssima em número de mortes. Por outro lado, há um conhecimento muito importante sobre transferência de renda”, explica o professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Alberto Ramos.

Fonte Blog do Ulhoa

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