Governador Ibaneis Rocha e empresários avaliam retomada da economia para o último trimestre

Distrito Federal projeta crescimento econômico de 7%

Com obras de infraestrutura e medidas de combate à pandemia de covid-19, o governo de Ibaneis conseguiu manter a máquina pública funcionando e se prepara agora um 2022 com mais políticas públicas

Por Cláudio Ulhoa

Como já dito pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em entrevista concedida recentemente à imprensa local, sua gestão foi forte marcada pela pandemia de covid-19. Com a chegada de um vírus que colocou toda população em casa e exigiu dos administradores públicos posturas que só seriam tomadas em casos de exceção, a maioria dos eleitos em 2018tiveram que administrar sob decretos e estado de calamidade pública.

“Vejo que a cidade tomou um novo ar e as coisas estão acontecendo. Mas meu mandato foi interrompido por causa dessa pandemia. Não deu para fazer tudo o que eu tinha vontade de fazer no Distrito Federal. Nós tivemos que destinar uma quantidade muito grande de recursos para a saúde. Isso tudo atrapalhou o meu projeto”, disse Ibaneis na entrevista.

Porém, mesmo com a canalização dos recursos para a saúde, o governador conseguiu realizar obras de infraestrutura – como a reforma de escolas, início da construção do Túnel de Taguatinga, regularização fundiária, entrega de conjuntos habitacionais, pavimentação de via e outros – e, com isso, alavancou o crescimento econômico que começará a dar sinal já no quarto trimestre deste ano.

Esse crescimento ficou comprovado na última reunião realizada entre Ibaneis e os representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (​Fecomércio-DF), que estipularam para um crescimento de 7% para o Distrito Federal no último trimestre do ano.

“Nós temos unido esforços com a Fecomércio e o setor produtivo, de modo a fazer a máquina girar. Hoje, o DF tem uma situação diferente de outros estados, o BRB emprestou em torno de R$ 9 bilhões aos empresários. Postergamos e isentamos tributos e existe uma expectativa muito boa para o segundo semestre, principalmente para o último trimestre de um crescimento de 6% a 7%”, destaca Ibaneis.

O DF registrou em maio uma alta de 3,1% no volume de vendas, se comparado a abril

Ainda segundo o governador, o crescimento da economia local é resultado de ações diretas do GDF, como liberação de meio bilhão de reais em recursos para a construção do Corredor Eixo Oeste e da redução e postergação de tributos, além da ampliação da cobertura vacinal da covid-19 e da flexibilização dos horários comerciais para bares, lojas e demais segmentos.

“Esperamos em breve, com o aumento da vacinação, ampliar o horário de funcionamento dos bares e restaurantes, mas temos que ir com calma porque há um receio de uma terceira onda”, observa o mandatário.

Agora, o governo busca atender as reivindicações dos representantes da Fecomércio-DF que pedem um esforço do poder público na aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) da revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). Eles também pedem que o governador atue junto ao Legislativo, para concluir a revisão e atualização do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub) e a aprovação de medidas de ajuda ao setor de eventos, dos postos de gasolina e de fármacos.

“O setor produtivo precisa do Executivo e do Legislativo para ter sucesso nas ações. O senhor [governador] tem sido um parceiro e procurado nos atender no que é possível, sempre com muito diálogo e encaminhado as soluções possíveis”, afirma o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista, membro da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno – ABBP

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