GDF suspende inscrição de empresas que sonegaram cerca de R$ 49 milhões dos cofres públicos

Operação resultou no cancelamento da inscrição estadual de dez empresas por fraude. Outras seis estão com a inscrição suspensa

As empresas não repassavam os valores do governo e também não mantinham seus endereços atualizados, o que leva a supor que muitas desses estabelecimentos eram fantasmas; Ceilândia reabre o comércio nesta segunda (20)

Por Redação

Uma operação realizada pela Secretaria de Economia do Distrito Federal no início da semana passada resultou na investigação de 24 endereços onde, supostamente, empresas fantasmas atuavam. De acordo com a operação, que fora batizada de “Dados Reais”, 16 estabelecimentos, em diversas regiões administrativas sonegaram, juntos, R$ 49 milhões. As empresas investigadas, que atuavam nos ramos de grãos, alimentos, materiais de construção e informática, tiveram suas atividades suspensas e suas inscrições foram canceladas junto ao Governo do DF (GDF).

“Sem a inscrição estadual, as empresas ficam impedidas de emitir ou receber notas fiscais. Normalmente, em casos de fraude, ninguém aparece para questionar o cancelamento ou a suspensão”, comunica o governo.

Além dessas empresas que sonegavam impostos, havia também outras que funcionavam de forma regular, porém a operação diz continuar a investigar.

As empresas atuavam nas RAs de Cidade Estrutural, em Ceilândia, Vicente Pires, Sobradinho, Paranoá, Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas e Gama.

As investigações, de primeiro momento, informa que não levará os suspeitos de sonegação à Polícia Civil, mas ainda não foi descartada essa hipótese, uma vez que os crimes podem ir além de questões administrativas, enquadrando-se em crimes como formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Além disso, algumas empresas nem foram encontradas, já que o endereço que elas fornecem ao poder público são inexistentes.

“É possível identificar desvios de padrão e irregularidades – como uma empresa que só vende produtos, que só compra produtos, que comercializa um produto inexistente ou que apresenta volume inesperado de vendas”, explica o GDF.

Essa não foi a primeira vez que o governo realiza ações deste tipo. No primeiro semestre do ano, 10 empresas no DF foram fechadas após serem surpreendidas em operações que fiscalizavam fraudes em empresas fantasmas.

Ceilândia

Após ficar sem o funcionamento do comércio em razão do aumento de casos e mortes por covid-19, Ceilândia volta ao normal nesta segunda-feira, 20. A decisão de fechar o comércio encontrou resistência por parte da população que na sexta-feira passada chegou a fazer uma carreata pedindo a reabertura do comércio. Na ocasião, representantes o GDF disse que a retomada aconteceria hoje, desde que a população se conscientize sobre os riscos da doença e passe a se prevenir.

Estabelecimentos poderão reabrir desde que cumpram todos os protocolos de segurança. Fiscalização será rigorosa

O governo diz que a fiscalização na região e também em Sol Nascente/Pôr do Sol será intensificada. Entres as regras para o funcionamento do comércio estão distância mínima de dois metros entre as pessoas, obrigatoriedade de utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs), organização de escalas de revezamento nos estabelecimentos comerciais, disponibilização de álcool gel e aferição de temperatura.

Fonte Blog do Ulhoa

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