GDF cria grupo de trabalho para combater grilagem de terra

Pancadas intensas de chuva devem continuar até esta sexta-feira

Formado por diversas secretarias, o comitê terá a autonomia para por relatar as mudanças no uso do solo e em sua cobertura vegetal; fortes chuvas devem continuar até amanhã, diz Inmet

Por Cláudio Ulhoa

Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, edição desta quinta-feira, 28, a criação de um grupo para monitorar e fiscalizar o processo de ocupação do solo na capital federal. O grupo, que será coordenador pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) terá o apoio de outras pastas, como a de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Desenvolvimento Urbano e Habitação; de Proteção da Ordem Urbanística; e outras.

O comitê é uma das propostas da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) e visa combater a grilagem de terra e a ocupação irregular do solo. Essas práticas são comuns em todo o país, e, no DF, não é diferente. O governo busca agora tentar coibir a prática criminosa da venda ilegal de áreas públicas, geralmente usadas para moradia.

O grupo fará parte do Comitê de Gestão Integrada do Território do DF (CGIT). Ele também será responsável por relatar as mudanças no uso do solo e em sua cobertura vegetal.

Veja abaixo os órgãos que irá compor o grupo de trabalho:

– Casa Civil;
– Secretaria de Estado de Governo;
– Secretaria de Estado de Segurança Pública;
– Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural;
– Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação;
– Secretaria de Estado do Meio Ambiente;
– Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística;
– Companhia Imobiliária de Brasília – Terracap;
– Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF – Brasília Ambiental;

Chuvas

A forte chuva que causou danos e provocou pânico nos moradores na terça-feira (26) deve permanecer no DF até esta sexta-feira (29), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A capital entrou na fase do alerta amarelo, quando há risco de ventos de até 60 km/h e o volume de chuva pode chegar a 50 mm.

“Na região mais lateral, é onde se intensifica essa nebulosidade. Essa combinação de umidade alta, temperatura mais elevada e a condição de mais instabilidade favorece que ocorram chuvas intensas”, diz o meteorologista Heráclio Alves. “A partir do início da semana que vem, a umidade volta a aumentar, assim como as chances de ocorrer chuva mais forte.”

Esta não foi a tempestade mais devastadora que o DF sofreu. É de 1963, o registro de pior temporal da história da capital. Na ocasião, segundo o Inmet, foi o maior volume em um intervalo de 24 horas: 132,8mm.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista, membro da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno – ABBP

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