Falso Negativo; Prisão do médico Ricardo Tavares divide opiniões no Distrito Federal

A prisão do médico Ricardo Tavares, ocorrida no começo da semana passada, ainda é um assunto que ocupa os grupos de whatsapp

A prisão do médico Ricardo Tavares Mendes, na última terça-feira (25), pela operação “Falso Negativo” do Ministério Público do Distrito Federal, que prendeu a alta cúpula da Secretaria de Saúde, ganhou forte repercussão e gera opiniões divergentes no Distrito Federal

Desde a sua exoneração do cargo de secretário-adjunto de Assistência à Saúde do DF, ocorrida em junho passado, que o médico Ricardo Tavares, servidor de carreira da Secretaria de Saúde, ocupava a direção-geral do Hospital Regional de Planaltina.

Ele foi pego de surpresa, em casa, na terça-feira da semana passada, pela Operação Falso Negativo deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal.

Desde a prisão de Tavares, que se encontra na carceragem da Polícia Civil do DF, podendo ser transferido para a Papuda com os demais envolvidos no caso, que inúmeras manifestações de solidariedade e defesa do médico vêm ocupando os grupos de WhatsApp que reúnem personalidades do mundo jurídico, da saúde e da administração pública.

Tanta solidariedade, segundo as pessoas que o conhece, se dá em razão de ser ele “exemplo de retidão entre seus pares”, escrevem os amigos nas redes sociais.

De acordo com as afirmações de muitos servidores, Ricardo Tavares tem um histórico sem antecedentes criminais ou administrativos seja como gestor ou como servidor nestes 18 anos que atua na Secretaria de Saúde do DF.

O cirurgião também é aclamado pela comunidade médica do DF.

Como gestor, passou pelo Hospital de Planaltina e depois foi superintendente. Com o destaque foi o alçado à condição de Subsecretário de Atenção Integral à Saúde. Em seguida, secretário-adjunto de Assistência à Saúde do Governo Ibaneis.

Amigos do médico preso, divulgam em grupos de WhatsApp as mensagens postadas no grupo do “Comitê Distrital pela Saúde”, na data de sua exoneração do cargo de secretário-adjunto ocorrida no dia 10 de julho passado.

O Comitê Distrital de Saúde do Distrito Federal é composto por magistrados, defensores públicos, membros do Ministério Público, gestores da Secretaria de Estado de Saúde do DF e representante do Conselheiro Regional de Medicina do DF, entre outros participantes.

No grupo de whatssap do Comitê de Saúde muitos lamentaram a saída de Tavares da secretaria-adjunta da Saúde.

Na ocasião, membros do Comitê Distrital, que atuam diretamente com a saúde pública, teceram vários elogios à conduta do cirurgião, sendo inclusive convidado pelo desembargador Roberto Freitas a permanecer informalmente colaborando com o Comitê.

Em outras mensagens dos grupos de WhatsApp que reúne médicos, se referem a Ricardo Tavares como “uma unanimidade de competência e bom caratismo”.

De acordo com análises jurídicas, feitas por advogados que acompanham o caso, “a narrativa da denúncia estão embasados de forma rasa e calcadas nas atribuições regimentais de um gestor que assina documentos após passar por pareceres jurídicos”.

A prisão dos gestores da Saúde abriu outra discussão no meio dos servidores públicos do DF. Quem vai querer ser gestor na saúde se não tem a mínima segurança para praticar os atos?

Com informações do Radar DF

 

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