Diretor do Sebrae-DF fala que o mundo pós pandemia pede outras formas de negócios

Para Valdir Oliveira o poder público vai precisar investir na economia para que a demanda e a produção volte ao normal; serviços online e a distância deve ser as novas modalidades do novo período

Por Cláudio Ulhoa

“Hoje a economia está precisando de socorro.” A constatação foi feita pelo diretor superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, durante entrevista coletiva aos membros da Associação de Blogueiros de Político do Distrito Federal e Entorno (ABBP). Oliveira falou sobre diversos assuntos, comentou a respeito dos novos modelos de negócios, discorreu sobre a importância dos investimentos público na retomada de economia, e lembrou que neste momento o maior investidor deve ser o Estado. “Hoje nós precisamos de intervenção do Estado. E só quem tem essa capacidade [de intervir, investir] é o governo federal”, disse.

Com a chegada da pandemia, o poder público atuou em duas frentes, sendo uma, os empresários, e a outra os trabalhadores e consumidores. No que tange aos empresários, o presidente do Sebrae-DF explica que as medidas importantes, como a liberação de crédito às micro e pequenas empresas, ainda não saiu a todos.

“Nós precisamos anunciar que o crédito que está sendo anunciado [pelo governo federal] não é para todo mundo. E que infelizmente a maioria não vai ter acesso a ele”, disse.

O Sebrae tem investido em consultorias online como forma de manter suas atividades durante isolamento social

Oliveira explica que o problema não é com os bancos, que não supostamente não quer emprestar o dinheiro em razão dos riscos, mas sim do próprio governo que não cria condições para que esses empréstimos possam acontecer. “Não adianta botar a culpa nos bancos, os bancos trabalham com as regra que já existem.”

A nova situação economia deve impactar o cenário econômico a partir de agora. Para Oliveira, tanto os setor produtivo quanto o poder público vão ter que se readaptar para esse novo momento no qual a sociedade viverá, chamado já por alguns de “novo normal”. E essa nova realidade, segundo o diretor superintende do Sebrae-DF, deve passar pela união entre poder público e setor privado.

“Nós precisamos colocar dinheiro nas comunidades. Porque se a gente colocar, esse dinheiro vai chegar lá e ganha vida. Aquela senhora que está em casa fazendo máscara, ela vai conseguir vender uma máscara para um vizinho que teve acesso a esses R$ 600 e com esse dinheiro ela pode comprar uma comida que a outra vizinha está fazendo, e assim a dinâmica da economia local ganha vida”, avalia.

Novos tempos

Os hábitos também sofreram interferências, segundo observa Oliveira. Para ele, se antes da pandemia os serviços de online estavam ganhando espaço no mercado, tanto no produtivo quanto no consumidor, agora essa tendência deve ser desenvolvida em diversas áreas produtivas.
“É preciso compreender a nova demanda. Agora será preciso ter uma boa gestão financeira. Estou descobrindo que o melhor amigo do homem neste mundo vai ser o celular”, argumenta. “Se o hábito do consumo mudou, as nossas ações [dos empresários] também precisam mudar.”

Este novo momento pede também, na visão do diretor do Sebrae-DF, posturas diferentes de até então. Ele dá o exemplo do Sebrae, que nos últimos meses realizou 980 horas de consultorias online “para sobrevier a este momento”. Para Oliveira, o ensino a distância (EaD) vai ser um novo nicho.

“De uma forma as pessoas podem usar esses instrumentos digitais para sobreviver no mercado. São gratuitas e estão à disposição de todos”, lembra.

GDF

A situação econômica no país e também no Distrito Federal (DF) deve ser atingida drasticamente pelos efeitos do isolamento social imposto pela pandemia. Os bancos, por exemplo, na avaliação de Oliveira, não vão “ter apetite para risco” porque a maioria das empresas está sem dinheiro em caixa.

“Quem está quebrado, está quebrado, o banco não vai ajudar, ele precisa de outro tipo de ajuda”, diz. Essa ajuda deverá vir do poder público. No caso particular, o DF, está tendo uma postura, na opinião do diretor do Sebrae-DF, tem sido “parceiro” por meio da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB). “O governador tem obtido frutos positivos na tomada de decisão, de forma muito integrada com ajudas mútuas.” Oliveira fez questão de lembra que Ibaneis tem valorizado mais a vida das pessoas, dos cidadãos, do que a economia.

Ao falar sobre os próximos períodos o diretor lembra que é momento de novas expectativas: “Não fique desesperançoso de que o mundo vai destruir os seus sonhos. Você só tem que ajustar o seus sonhos ao novo mundo.”

Fonte Blog do Ulhoa

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