Deputada Jaqueline Silva sai do PTB e ingressa no Agir

A distrital Jaqueline Silva junto com o governador Ibaneis Rocha durante campanha eleitoral em 2018

A parlamentar trocou de legenda nesta quinta-feira (12) e no mesmo dia declarou seu apoio a uma possível reeleição do governador Ibaneis Rocha

Por Cláudio Ulhoa

A deputada distrital Jaqueline Silva deixou o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para ingressar no Agir, antigo Partido Trabalhista Cristão (PTC). A troca já vinha sendo anunciada nos bastidores e ganhou corpo depois que a Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, em primeiro turno, a reforma eleitoral, que possibilita o retorno das coligações partidárias para as eleições proporcionais (deputados e vereadores) a partir de 2022.

Um dos motivos da saída da distrital do PTB teria ocorrido depois dela ter sido retirada da presidência do partido no Distrito Federal. Recentemente, em entrevista à rádio Metrópoles, a deputada disse entender sua saída da frente da sigla e, na ocasião, não cogitou nenhuma possibilidade de mudança.

Porém, nesta quinta-feira (12/8), a imprensa local divulgou a saída de distrital e ressaltou que o ato demonstrava um apoio ao grupo político que está se formando no entorno de uma candidatura à reeleição do governador Ibaneis Rocha.

Jaqueline Silva – que está inclusive com covid-19 – já era da base de apoio do governo. Na Câmara Legislativa do DF (CLDF), a parlamentar mantinha uma posição independente, mas nunca escondeu sua aproximação com o governo, tanto que, outro motivo de sua saída do PTB seria justamente para apoiar Ibaneis ao governo em 2022.

Com a decisão de Jaqueline Silva outros nomes e apoiadores do PTB local deve também deixar a sigla e acompanhar a deputada em seu ingresso no Agir. Se a atitude da parlamentar foi certa, só saberemos no próximo ano, mas uma coisa é certa: ela sai no dia em que o presidente do PTB – que, aliás teria sido o responsável por sua saída da direção do partido no DF – Roberto Jefferson foi preso por integrar uma suposta organização criminosa por meio do funcionamento de uma milícia digital voltada a ataques à democracia.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista, membro da ABBP

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