COLUNA DO ULHOA | Ibaneis já está em campo; oposição também começa a se mexer no tabuleiro para 2022

Ibaneis já começa a buscar alianças para uma possível candidatura a reeleição em 2022

Os partidos de oposição do DF ainda se encontram fragmentados e sem um nome definido

Por Cláudio Ulhoa

Política se faz com aliança e diálogo, dizem os especialistas e operadores da área. No Distrito Federal, se vê isso, na prática. Um exemplo é o governador Ibaneis Rocha (MDB) que, conforme informa os veículos de comunicação locais, já começa a dar seus passos no sentido de construir parcerias para apoiar sua possível reeleição.

No momento, o ato de tentar se aproximar de lideranças partidárias e líderes populares para construir alianças com o intuito de formar uma chapa para concorrer ao pleito de 2022 pode ser visto como uma medida antecipada, pois a lei em vigor proíbe as coligações partidárias. No caso de Ibaneis, a iniciativa deve ter efeito, já que ontem a Câmara dos Deputados derrubou o fim das coligações. A medida, se aprovada no Senado e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já pode valer nas próximas eleições.

Alianças

Um das pessoas com quem o governador Ibaneis Rocha teria conversado foi o ex-deputado distrital, Joe Valle, que teria recebido do mandatário o convite para retornar à política. Em resposta, Valle não descartou o convite e até sugeriu que a estrada que liga Núcleo Rural Lamarão à DF-285 passe a se chamar “Governador Ibaneis Rocha”.

Uma dúvida

O que ainda não parece estar definido é quem será o vice na chapa de Ibaneis. Muitos nomes estão sendo cogitado, mas o governador deve deixar essa decisão para ser tomada no último momento.

Demais

Ibaneis não é o único que está na costura de uma candidatura. O senador Izalci Lucas (PSDB) – que há anos sonha com a possibilidade de se candidatar a governador –, a senadora Leila do Vôlei (Cidadania), e o senador José Antônio Reguffe (Podemos), também estão nos bastidores avaliando e discutindo as possibilidades de uma candidatura em 2022.

PSB

O Partido Socialismo e Liberdade (PSB) do DF depois que perdeu sua principal figura política, a senadora Leila do Vôlei, deve investir em outros quadros da legenda. Como é o caso do próprio Rollemberg, que estaria estudando a possibilidade de sair como deputado federal, e, para isso, tem costurada acordo com o distrital Leandro Grass, do Rede, e com Reginaldo Vera, do PDT.

Apoio ao Judiciário

Antes de ser governador, Ibaneis Rocha é advogado. E, como sabemos, a profissão molda o homem, por isso, mesmo sendo um defensor do governo e das práticas do presidente Bolsonaro, o governador se posicionou em outro terreno quando o presidente quis atacar o Judiciário. Ibaneis é um dos 13 governadores do país que assinaram uma nota de solidariedade aos possíveis ataques à Justiça que estariam sendo cometidos pelo presidente.

PT-DF

O Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal (PT-DF), que já governou a capital por dois mandatos, ainda não decidiu se vai ter candidato próprio ou se irá apoiar alguma outra candidatura. O que se sabe no momento é que o partido irá promover a candidatura do ex-presidente Lula

DEM

O partido Democratas, do DF, pode vir a receber mais um integrante de peso. Trata-se do deputado distrital Eduardo Pedrosa, eleito pelo PDT, mas deve deixar a legenda para ingressar no DEM.

Quimioterapia oral

O veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei do senador Reguffe que determina que os convênios de saúde custeiem o procedimento de quimioterapia oral sem internação para pacientes com câncer, causou discussão e já começa a surtir efeito na sociedade.

Um desses efeitos foi provocado pela posição da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) – entidade que representa 16 grupos de operadora de planos privados de assistência à saúde – que entrou no debate para manter o veto presidencial. O órgão tem procurado congressistas para que o veto seja mantido, alegando que os planos de saúde são favoráveis ao tratamento de quimioterapia oral desde que o tratamento tenha sua eficácia comprovada.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista, membro da ABBP

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