Boletim da Codeplan constata que reabertura de parte do comércio não alterou taxa de isolamento social no DF

Mesmo antes de reabertura, ocorrida no final de maio, a variação do índice de isolamento na capital estava e manteve-se em 30% e 40%; Codeplan consegue rastrear fluxo de pessoas nas ruas através do rastreio de celulares

Por Redação

O Boletim Covid-19 da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) divulgado nesta semana mostra que a reabertura de uma parte do comércio, como lojas, shoppings e outros centros comerciais, não impactaram de forma decisiva sobre a taxa de isolamento social. O boletim mostra que mesmo com funcionamento do comércio desde 25 de maio, os índices de isolamento social no Distrito Federal variaram entre 30% e 40%, níveis que já vigoravam antes da reabertura.

A Codeplan consegue acompanhar esses níveis porque a autarquia tem acesso ao rastreamento da localização de chips de celulares dos cidadãos. A medição da taxa de isolamento é feita por uma empresa, que tem convênio com o Governo do DF (GDF). “Até agora, o maior índice de isolamento – 48,8% – foi registrado no dia 21 deste mês, um domingo. Entre os dias úteis, a maior taxa foi registrada no dia 1º”, informa a Codeplan.

Esses dados devem embasar a decisão do governador Ibaneis Rocha (MDB) que recorrer da decisão da Justiça Federal que impede a reabertura de setores ainda fechados no Distrito Federal, como bares, restaurantes, salões de beleza e academias.

Cotas raciais

Estudantes que se declararem negros terão direito a uma cota de 20% em estágios oferecidos em órgãos públicos do Distrito Federal. Isto porque o governo local publicou no Diário Oficial desta quarta-feira, 24, um decreto que estabelece cotas para processos seletivos com três ou mais vagas. Como se trata de um decreto, na prática a decisão já está valendo.

“A diferença de oportunidades entre negros e não negros ainda é grande na sociedade. Com mais esse passo, esperamos contribuir para a qualificação e ingresso no mercado de trabalho dos nossos jovens negros, que enfrentam mais dificuldades que os demais estudantes no início da vida profissional”, disse ao falar sobre o decreto, a da secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani.

Podem concorrer a essas vagas os estudantes que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição para concorrer aos estágios, conforme o quesito cor ou raça utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte Blog do Ulhoa

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