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Documento pede que motoristas de aplicativos no DF usem faixas exclusivas

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As faixas exclusivas do Distrito Federal podem passar por mudanças. O gabinete do governador Ibaneis Rocha receberá esta semana um ofício da Câmara Federal com um pedido para incluir no rol dos carros que podem circular nessas vias, os motoristas de aplicativos. Ao menos avaliar a proposta.

Segundo o documento que será encaminhado ao GDF, o objetivo é dar “maior mobilidade e agilidade no transporte público e privado de passageiros”. A medida é uma demanda dos próprios profissionais da área.

Essa e outras proposições foram debatidas nesta terça-feira (3) numa audiência pública na Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Câmara. O mote da reunião foram os constantes casos de violência contra motoristas de aplicativos no País.

Tanto a UBER, quanto a 99Pop estiveram presentes e foram uníssonos em dizer que algumas medidas têm sido tomadas pelas respectivas empresas. Porém, é preciso uma junção de força com os governos estaduais para aumentar a proteção desses profissionais.

Por exemplo, unificar a base de dados dos brasileiros para que possa se identificar quem tem antecedentes criminais com fotos das pessoas. Isso ajudaria na ferramenta de verificação de novos usuários. Por meio de documento. Há muitos “fakes” que criam contas apenas para praticar crime.

Entre 2017 e novembro de 2019, a Secretaria de Segurança Pública do DF registrou 162 roubos com restrição de liberdade. Um dos motivos identificados pela SSP foi o ingresso da forma de pagamento em dinheiro – 90% dos casos solucionados, o motorista receberia em espécie. Os dados foram repassados pelo Subsecretário de Inteligência da SSP, George Couto.

Propositor da audiência pública, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) ressaltou que a ideia “não é encontrar culpados, mas sim soluções”. E sugeriu que os aplicativos possam integrar às suas plataformas os serviços do Sinesp – Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública – que permite identificar antecedentes criminais. As empresas ficaram de analisar todas as sugestões.

Veja o ofício: